Com o crescimento dos centros urbanos do país na década de 60 o processo de distribuição de produtos hortigranjeiros tornou-se mais complexo e oneroso. Esta realidade, aliada à precariedade dos mercados tradicionais, suscitou a necessidade de aperfeiçoamento das estruturas de comercialização desses produtos.
Por isso, na década de 70 começaram a ser implantadas as Centrais de Abastecimentos ou Ceasas. Elas foram destinadas à comercialização de produtos hortigranjeiros, pescados e outros perecíveis, em capitais brasileiras e nas principais cidades de cada estado.
Inicialmente estes entrepostos constituíam chamado Sistema Nacional de Centrais de Abastecimento - Sinac, cuja gestão ficou por conta da Companhia Brasileira de Abastecimento - Cobal, que hoje se chama Conab - Companhia Nacional de Abastecimento.

A Centrais de Abastecimento de Campinas SA, a Ceasa-Campinas, foi fundada pela Cobal nos termos do decreto nº 70.502, de 11 de maio de 1972, e iniciou sua operação em 10 de março de 1975. Em 12 de dezembro de 1989 foi municipalizada, ou seja, a Prefeitura Municipal de Campinas passou a ter 99,9998% das ações da empresa, baseada na Lei Municipal nº 6111, de 01/11/89.
A Ceasa-Campinas é, portanto, uma empresa municipal da administração indireta com orçamento próprio. Segue as determinações da legislação societária, expressa na Lei 6.504, de 15 de dezembro de 1976, submetendo-se, do mesmo modo, à legislação fiscal e tributária e às determinações de seu estatuto social.

Nestes anos de atividades o entreposto campineiro tornou-se um dos mais importantes do país, sendo o único, entre os dez maiores, localizado fora de uma capital de Estado. Em volume de comercialização ela é hoje a quarta maior no Brasil e que tem o maior mercado permanente de flores da América Latina.
Hoje, a Ceasa tem uma abrangência significativa, recebendo compradores de praticamente todas as regiões do Estado de São Paulo abastecendo mais de 500 municípios. Fora do Estado, os produtos comercializados na Central atingem, principalmente, o sul de Minas, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e norte do Paraná.
Os produtos comercializados no Mercado de Flores alcançam distâncias ainda maiores recebendo compradores de Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Recife.
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