A idéia dos bancos de alimentos nasceu na cidade norte-americana de Phoenix, no Arizona, nos anos 60,
quando a situação de pobreza de um grande contingente de moradores motivou as
instituições assistenciais a buscarem alternativas para ampliar sua capacidade de atendimento.
Observando uma mulher pobre que alimentava seus nove filhos recolhendo os produtos que caíam ao chão
durante as descargas efetuadas de madrugada nos supermercados, John Van Hengel desenvolveu pioneiramente a idéia
do Banco de Alimentos e com outros voluntários organizou uma primeira coleta junto aos supermercados de Phoenix.
Em 1967 nascia o St. Mary's Food Bank e, rapidamente, com apoio e incentivos governamentais, a idéia se espalhou pelos
Estados Unidos e pela Europa. De um modo geral todos esses Bancos de Alimentos dos países desenvolvidos funcionam da
mesma maneira. Estima-se que existam mais de 200 deles atualmente, que formam a rede America's Second Harvest e atendem a
mais de 23 milhões de estadunidenses.
A experiência do Banco de Alimentos logo cruzou fronteiras. No Canadá existem mais de 615 bancos,
congregados na Associação Canadense de Bancos de Alimentos. Na Europa são vários países
que seguiram o modelo, com destaque para os 79 bancos criados na França: Bélgica, Itália, Irlanda,
Portugal, Grã-Bretanha, Polônia, Grécia, Espanha. No mundo, a iniciativa ganha impulso no México,
Uruguai, Argentina, Colômbia.
Brasil
O Banco de Alimentos tem sua primeira experiência efetivamente brasileira em 2000, na Prefeitura de Santo André/SP.
O sucesso do empreendimento logo se espalhou por todo país, com outras prefeituras e entidades implantando o banco.
Hoje existem dezenas de bancos, implantados ou em instalação, em todo território nacional.
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