O tema ‘resíduos sólidos’ é uma questão
amplamente estudada e discutida por diversas áreas do conhecimento,
notadamente pela saúde pública, ecologia, economia, educação e
sociologia.
Os problemas resultantes da geração de resíduos afetam todas as
espécies do ambiente natural, inclusive a própria espécie humana,
única responsável pela existência deste tipo de substância no
Planeta Terra.
Apesar de os resíduos serem fabricados a partir de recursos naturais, muitos não
são possíveis de serem degradados pela natureza devido ao alto grau de
transformação e processamentos a que as matérias primas são submetidas
e à grande quantidade gerada.
Uma das principais causas para o acúmulo de lixo no ambiente é o incontrolável
crescimento populacional verificado nos últimos séculos (DREW, 1998). A maneira pela
qual a espécie humana evoluiu criando, desenvolvendo e aperfeiçoando tecnologias, a
despeito de seu estabelecimento e sobrevivência no planeta – favoreceu este aumento
populacional, bem como modificou drasticamente a composição dos resíduos.
A reciclagem surgiu como uma maneira de reintroduzir no sistema uma parte da matéria
(e da energia), que se tornaria lixo. Assim desviados, os resíduos são coletados,
separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de bens, os
quais eram feitos anteriormente com matéria prima virgem. Dessa forma, os recursos naturais
ficam menos comprometidos.
Ao fazer isto o gestor, irá, no mínimo, proteger o ambiente, resgatar a cidadania
e melhorar a qualidade de vida das comunidades.
A reciclagem não só ajuda a proteger o meio ambiente, mas também ensina
cada um de nós a refletir um pouco sobre o valor daquilo que joga fora.
O Brasil gera, diariamente, cerca de 100 mil toneladas de lixo. Desse total, a maior parte
– aproximadamente 60% – é constituída de material orgânico, isto
é, restos de frutas, legumes, verduras e alimentos em geral.
O que acontece é que essa riqueza vem sendo ignorada uma vez que no país todo,
apenas 1% da parcela orgânica presente no lixo é reciclada.
Inúmeras soluções foram desenvolvidas para o manejo dos resíduos
sólidos, podendo ser citadas os aterros a compostagem e reciclagem (IPT/CEMPRE, 2000; LIMA,
2001; FEAM, 1995).
Cada solução apresenta vantagens ou desvantagens sob o ponto de vista
econômico, tecnológico, político, social ou ambiental (LIMA, 2001; MANDELLI
& LIMA, 1991).
Geralmente as soluções que causam menos impactos ambientais são
inviáveis do ponto de vista econômico, mas isso acontece exatamente ao inverso no
caso dos Resíduos Sólidos Gerados na Ceasa-Campinas e nas feiras livres ou outras
grandes centrais de abastecimento de alimentos.
Um Sistema de Gestão – conjunto interligado de ações normativas,
operacionais, financeiras e de planejamentos para coletar, segregar, tratar e utilizar os
resíduos da Central, que podem ser reaproveitados, permitirá definir a melhor
combinação das soluções disponíveis, desde que sejam
compatíveis às condições de cada.
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